domingo, 1 de novembro de 2009

Todos os Santos...

“Os santos foram o que nós somos, e nós podemos ser o que eles são”.
(S. António M. Claret)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As três questões!!!

A atitude de serviço é o desafio que Jesus pede aos seus discípulos e aos cristãos de todos os tempos…mais do que pedirmos, bons lugares, como Tiago e João, precisamos de aprender a responder ás três questões.

Alguém contava que um discípulo se sentia intrigado com algumas questões. Queria ter respostas para elas. Foi ter com o mestre e colocou-lhe as três questões: Qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo?
O mestre respondeu-lhe:
- O lugar mais importante do mundo é aquele onde estás. O lugar onde moras, vives, cresces, trabalhas e actuas… é o mais importante do mundo. É ali que deves ser útil, prestativo e amigo, porque este é o teu lugar.
- A tarefa mais importante do mundo não é aquela que desejarias fazer, mas aquela que deves fazer. Por isso, pode ser que o teu trabalho não seja o mais agradável e bem pago do mundo, mas é aquele que te permite o próprio sustento e da tua família. É aquele que te permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de ti. É aquele que te permite exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade. Se tu não tens o que amas, o importante que ames o que tens. A tarefa mais pequena é importante. Se tu falhares, ninguém a executará em teu lugar, exactamente da forma e da maneira que tu o farias.
- E, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de ti, porque é ele que te possibilita a mais bela das virtudes: a caridade. A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal é oportunidade que ilumina. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.
O discípulo, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, aplaudiu, agradecido.

Muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido num país com menos inflação, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego, tivéssemos melhores oportunidades.
Outras vezes queixamo-nos do trabalho que fazemos todos os dias, das tarefas que temos, por achá-las muito ínfimas, sem importância.
Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos.
Contudo, tenhamos certeza: estamos no lugar certo, na época correcta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que precisamos à nossa volta. Precisamos de pensar nisto.

A verdadeira sabedoria...

O desafio que nos é lançado é um convite a sabermos escolher a verdadeira sabedoria…







Alguém contava que havia um rei cuja sabedoria iluminava o país, cuja inteligência era ímpar, cujas riquezas eram incontáveis. Um dia um encarregado triste veio contar-lhe: - "Excelência, Vossa majestade é o homem mais sábio, maior e mais poderoso. Mas o que eu ouvia enquanto viajava pelo país? Em toda parte as pessoas vos elogiam, mas algumas pessoas falam muito mal de Vossa Majestade. Contam piadas e reclamam das vossas decisões sábias. Como é que pode existir tanta insubordinação no vosso reino?" O sultão sorriu e respondeu: "Como todos os homens do meu reino, tu sabes o que tenho feito por todos vós. Sete países estão sob meu controle. Sob meu governo, sete países alcançaram progresso e prosperidade. Em sete países, as pessoas amam-me por causa da minha justiça. Tu certamente tens razão. Posso fazer muita coisa. Posso mandar fechar os portões gigantescos das minhas cidades. Mas há uma coisa que não posso fazer. Não posso fechar a boca dos meus súbditos. Realmente, não é uma questão das coisas más que algumas pessoas dizem a meu respeito. O importante é que eu faça o bem."
A VERDADEIRA SABEDORIA É AQUELA QUE NOS AJUDA A FAZER O BEM…

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ANO SACERDOTAL???


Diz-se por aí que este ano pastoral tem um lema: ano sacerdotal.
Como outras vezes tem acontecido todos batemos palmas e achamos que está muito bem; é preciso redefinir a pessoa do sacerdote, é preciso ganhar consciência da crise vocacional, é necessário que peçamos “trabalhadores para a messe”…e por aí vai a consciência para este ano sacerdotal.
Fez-se um simpósio para o clero em Fátima e todos achamos óptimo porque se discutiram questões pertinentes: como o casamento dos padres; a homosexualidade dentro da Igreja; a ordenação de homens casados e de mulheres…ahh não estes temas serão só para o xxxLLL Simpósio…neste era o “ Dom que há em ti”…
É preciso coragem para assumir as coisas, depois de uma ano Paulino concordo que seria mais lógico um ano Petrino, mas este era casado tinha sogra, não dá jeito falar dele…então falemos de ano sacerdotal e para não levantar muito pó falemos de dentro para dentro, só entre nós…
Afinal esquecemos que o povo sacerdotal não é só e apenas composto por sacerdotes…recordem o que o sacerdote diz no dia do baptismo quando faz a unção depois do baptismo: “UNÇÃO DEPOIS DO BAPTISMO
Celebrante: Deus todo-poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que te libertou do pecado e te deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, unge-te com o crisma da salvação, para que, reunido ao seu povo, permaneças, eternamente, membro de Cristo sacerdote, profeta e rei. Todos: Amen.”
Então a comunidade sacerdotal é mais alargada! E vamos viver este ano lembrando só e apenas os que receberam a ordenação sacerdotal ou seria outra coisa se celebrássemos o povo sacerdotal???

sábado, 12 de setembro de 2009

ser cristão....

Ser cristão é assumir tal como Jesus: “O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.”
Nós não podemos ser cristãos de um talvez, ou somos ou não somos…não podemos dizer sim a Cristo e passar as mãos nas costas do diabo…não podemos ser cristãos que ficam a olhar para trás, é preciso renunciar a si mesmo assumir a cruz e caminhar…mas o caminho é sempre para diante…


Um discípulo pergunta ao seu velho e sábio mestre:
- Como chegar ao amanhã?
E o velho sábio responde:
Primeiro, para chegar ao amanhã, é preciso querer chegar lá...
Em seguida, devemos escolher as pousadas aonde descansar e reflectir acerca do próximo caminho a percorrer.
Depois, a cada passo do caminho, perguntar o que fazer com as pedras encontradas na estrada, nas margens e no horizonte.
Manter o olhar alternadamente no futuro e a um metro dos pés e nunca ficar a olhar para trás....
Finalmente e sempre:
- sentir e caminhar, caminhar e sentir, sentir e caminhar...'
O verdadeiro cristão assume a cruz e olha para o futuro e a um metro dos pés e nunca fica a olhar para trás…

sábado, 8 de agosto de 2009

Quem acredita em Mim tem a vida eterna....

Acreditar e seguir Cristo, ser um Homem Novo implica, na perspectiva de Paulo, assumir uma nova atitude nas relações com os irmãos. O apóstolo chega a especificar que o azedume, a irritação, os rancores, os insultos, as violências, a má-língua, a inveja, os orgulhos mesquinhos devem ser totalmente banidos da vida dos cristãos. Esses “vícios” são manifestações do “homem velho” que não cabem na existência de um “filho de Deus”, cuja vida foi marcada com o selo do Espírito. É necessário que estejamos cientes desta realidade: quando na nossa vida pessoal ou comunitária nos deixamos levar pelo rancor, pelo ciúme, pelo ódio, pela violência, pela mesquinhez e magoamos os irmãos que nos rodeiam, estamos apenas a não aceitar o “pão” oferecido por Deus.
ACREDITAR É OLHAR PARA O OUTRO E VER NELE O ROSTO DE CRISTO …NÃO PODEMOS DIZER QUE ACREDITAMOS, E SÓ PORQUE O OUTRO NÃO SE VESTE COMO NÓS E O OLHAMOS DE FORMA DIFERENTE.

Alguém contava certa vez, fui a um banquete servido numa aldeia próxima. Todos estavam convidados. Mas quando o mestre-de-cerimónias me viu com umas roupas velhas colocou-me no pior lugar, longe da mesa grande onde os mais importantes estavam a ser servidos com todas as regalias.
Durante meia hora esperei calmamente. Percebi que o mestre-de-cerimónias nem sequer passava perto de mim. Então resolvi sair, fui até minha casa e vesti o meu fato mais bonito casaco e calças a combinar, com camisa e gravata. Assim adornado, voltei à festa.
Por causa da diferente vestimenta não fui reconhecido e logo fizeram soar as trombetas anunciando que alguém importante acabara de entrar. Após o anúncio fui conduzido pelo mestre-de cerimónias a um lugar ao lado do senhor da casa.
Logo que me sentei ofereceram-me uma imensa variedade de pratos, um mais bonito que o outro. Não me fiz de rogado. Servi-me e comecei a esfregar comida pelo fato.
Senti os olhares perplexos dos convidados. O senhor da casa então comentou:
- Estou curioso quanto a esse seu costume à mesa. É inteiramente novo para mim.
Respondi prontamente:
- Não é nada demais. O fato fez-me chegar até aqui. O senhor não acha justo que ele coma a parte dele?

sábado, 11 de julho de 2009

Disponivel para evangelizar...

O desapego é também um não arrastar consigo ideias e preconceitos, tradi¬ções, convicções retrógradas, a que se está ligado de maneira fre¬quentemente emotiva e irracional. Basta pensar, por exemplo, no peso que representam certos costumes, hábitos, práticas devocionais, costumes religiosos ligados a um certo ambiente histórico e cultural e por muitos confundidos e equiparados ao Evangelho. Cada vez mais eu tenho de me questionar não á quantidade das coisas que faço, mas á qualidade…não interessa rezar dez terços num dia…será que rezei um bem rezado? Não interessa ir a duas missas, se não estive em nenhuma delas com cabeça tronco e membros…

Alguém contava que um dia uma senhora teve uma visão com um anjo de Deus… e ela pedia para Deus a deixar viver até aos cem anos, se Deus a deixasse viver ela iria a todas as missas que pudesse e para puderem contabilizar no céu as missas concordaram que por cada uma fosse colocado num saco uma pedrinha.
Passados uns anos e mal a senhora completou os 100 anos faleceu.
No céu ela começa a dizer: “ Obrigado Senhor porque cumpriste com a Tua Palavra e eu também cumpri com a minha. Durante a vida fui a todas as missas que pude; cheguei a estar em 3 por dia…deves ter aí vários sacos cheios de pedrinhas…”
O Senhor respondeu-lhe: “ Minha Filha Eu tive foi pena de ti…aqui tens o teu saco com cinco pedrinhas apenas…é verdade que foste a muitas missas…mas estar e rezar e celebrá-las como deve ser…podemos contar estas cinco…”

Era bom que nós nos questionássemos até que ponto nos sentimos desprendidos de ideias e preconceitos, tradições e convicções retrógradas…até que ponto queremos de facto receber a boa nova de Jesus para que o pó das sandálias dos discípulos não caia sobre nós…Eu sinto-me livre e desprendido para poder anunciar o evangelho?